Resultado de imagem para aparelhos orais

 

Vena D1, Azarbarzin A1, Marques M1,2, Op de Beeck S3,4,5, Vanderveken OM3,4,5, Edwards BA6, Calianese N1, Hess LB1, Radmand R1, Hamilton GS7,8, Joosten SA7,8, Taranto-Montemurro L1, Kim SW1,9, Verbraecken J3,5, Braem M3,10, DP1 Branco, Sands SA1, Wellman A1.

 

OBJETIVOS DE ESTUDO:

A terapia de aparelho oral é uma opção cada vez mais comum para o tratamento da apneia obstrutiva do sono (OSA) em pacientes intolerantes à pressão contínua positiva das vias aéreas (CPAP). Ferramentas clinicamente aplicáveis para identificar pacientes que poderiam responder à terapia de aparelho oral são limitadas.

 

Métodos:

Foram compilados dados de três estudos (N = 81), que incluíram duas noites de estudo do sono, dentro e fora do tratamento de aparelhos orais. Juntamente com variáveis clínicas, foram computadas características de fluxo de ar que incluíram a queda média no fluxo de ar durante eventos respiratórios (profundidade do evento) e características de forma de fluxo, o que, a partir de trabalhos anteriores, indica o mecanismo do colapso faringeal. Um modelo foi desenvolvido para prever a resposta ao tratamento de aparelhos orais (>50% de redução no índice de apneia-hipopnea [AHI] da linha de base mais um tratamento AHI <10 eventos/h). O desempenho do modelo foi quantificado utilizando (1) precisão e (2) a diferença na eficácia do tratamento de aparelhos orais (redução percentual na AHI) e tratamento AHI entre respondentes previstos e não respondentes.

 

Resultados:

Além do índice de idade e massa corporal (IMC), a profundidade do evento e o “beliscão” expiratório (validado para refletir prolapso palatal) foram os recursos de fluxo de ar selecionados pelo modelo. Os não respondentes tiveram eventos mais profundos, “beliscaram” a forma de fluxo expiratório (ou seja, associada ao colapso palatal), eram mais velhos e tinham um IMC mais alto. A precisão da previsão foi de 74% e o tratamento AHI foi menor em respondentes previstos em comparação com os não respondentes por uma margem clinicamente significativa (8,0 [5,1 a 11,6] vs. 20,0 [12,2 a 29,5] eventos/h, p < 0,001).

 

Conclusões:

Um modelo desenvolvido com recursos de fluxo de ar calculado a partir da polissonografia de rotina, combinado com idade e IMC, identificou respondentes de tratamento de aparelhos orais de não respondentes. Esta pesquisa representa uma importante aplicação de fenotipagem para identificar tratamentos alternativos para gestão personalizada da OSA.

 

Leave a Comment