Objetivos do estudo: Analisar o efeito de incrementos graduais de avanço mandibular na eficácia do tratamento de dispositivos de avanço mandibular e identificar determinantes de protrusão efetiva e alvo para AOS.

Métodos: Os pacientes foram recrutados prospectivamente. A mandíbula foi titulada de 0 mm com incremento gradativo de 0,5 mm até que o IAH fosse reduzido ao nível mais baixo. Rinospirometria, rinomanometria e ressonância magnética foram utilizadas para observar a alteração da função respiratória e morfologia das vias aéreas superiores.

Resultados: Participaram 42 pacientes com idade de 41,5 ± 9,0 anos. Houve uma relação dose-dependente entre a protrusão mandibular e a taxa de melhora do IAH, a taxa de sucesso e a taxa de normalização; a mudança das curvas estabilizou após aproximadamente 70% da protrusão mandibular máxima ter sido alcançada. A correlação entre o IAH e a protrusão mandibular tornou-se mais forte com o aumento da gravidade da AOS. A protrusão alvo para pacientes com AOS leve, moderada e grave foi 3,5 ± 1,8 mm (38,6 ± 19,4% protrusão mandibular máxima), 5,8 ± 1,9 mm (62,9 ± 18,8% protrusão mandibular máxima) e 5,9 ± 2,2 mm (68,8 ± 15,6% de protrusão mandibular máxima), respectivamente. A análise de regressão revelou que os fatores que influenciam a protrusão efetiva e alvo incluem a mudança da dimensão lateral máxima da via aérea superior total com dispositivos de avanço mandibular, dimensão lateral média da orofaringe e comprimento do palato mole. A protrusão posterior trouxe mais expansão lateral da velofaringe, enquanto a mudança na ventilação nasal não foi significativa.

Conclusões: O efeito dose-dependente da protrusão mandibular na redução do IAH por dispositivos de avanço mandibular foi não linear e se tornou mais pronunciado com o aumento da gravidade da AOS. A protrusão mandibular deve ser mais personalizada para cada paciente.

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