Folha de S.Paulo – 2004

Pela primeira vez, a Fundação Nacional do Sono (EUA) inclui, em sua pesquisa anual, hábitos de sono de crianças. Os números, divulgados no mês de março, mostram que os pequenos, como os adolescentes, estão dormindo menos do que o mínimo recomendado pelos especialistas. Dos três aos 11 meses, dormem cerca de 12,7 horas (confira, ao lado, a recomendação médica); de um a dois anos e 11 meses dormem, em média, 11,7 horas; dos três aos seis anos, a média cai pra 10,4 horas; dos seis aos dez anos, as crianças dormem cerca de nove horas e meia.

Problemas freqüentes de sono aparecem em dois terços das crianças pesquisadas. E os mais comuns são dificuldade de adormecer, sonambulismo, ronco e problemas respiratórios.

A pesquisa também aponta os hábitos infantis que favorecem a privação parcial do sono:

* 26% das crianças entre três e dez anos bebem pelo menos uma bebida cafeinada por dia e dormem três horas e meia semanais a menos do que aquelas que não consomem nenhum cafeinado;

* 40% da população em idade escolar tem TV no quarto e sofre uma perda semanal de mais de duas horas de sono em relação às crianças que não têm o aparelho no quarto.

Apnéia obstrutiva do sono: Um problema crescente

Kevin K. Motamedi, BS, * Andrew C. McClary, ScB, * e Ronald G. Amedee, MD†

 

Apneia obstrutiva do sono (SAOS) é definida como a ocorrência de pelo menos cinco episódios por hora de sono durante a qual respiração temporariamente cessa.

Embora OSA seja uma doença relativamente comum, acredita-se que mais de 85% dos pacientes com OSA clinicamente significativo nunca foram diagnosticado.

Isto se refere ao fato de que muitos pacientes com sintomas de OSA não estão conscientes do seu ronco pesado e paradas respiratórias

As características cardinais da OSA incluem sinais de sono perturbado como ronco e inquietação, interrupções de padrões respiratórios regulares durante o sono, e durante o dia os sintomas tais como fadiga ou dificuldade de concentração que são atribuíveis a romperam padrões de sono à noite.

Estima-se que até um de cinco adultos tem pelo menos com sintomas da apneia obstrutiva do sono, enquanto um de 15 tem sintomas de moderada a grave.

Embora estudos extensivos não fossem realizados que analisam a variabilidade de incidência OSA por raça, suporte de dados, o fato de que a prevalência de OSA é tão alto, se não superior, entre Africano-americanos que entre caucasianos e tende a ser menor entre asiaticos.

Estudos suportam a existência de um risco de OSA nos homens maior  do que nas mulheres

Pacientes idosos entre 65 de 95 anos sãotem tambem um risco aumentado de desenvolver sintomas.

Com o contínuo aumento da expectativa média de vida vista nos países ocidentais, OSA é a certeza de representar um desafio significativo para a saúde nos anos vindouros.