Resultado de imagem para gravidade obstruçao faringe

PONTOS CHAVE:

Alguns pacientes com apneia obstrutiva do sono (AOS) respondem bem à terapia com aparelhos orais, mas outros não por razões que não são claras. Neste estudo, usamos medidas padrão-ouro para demonstrar que pacientes com língua localizada posteriormente ( endoscopia natural do sono ) exibem uma melhora preferencial na colapsibilidade (pressão de fechamento crítica reduzida, Pcrit) com aparelhos orais . Também mostramos que pacientes com língua localizada posteriormente e colapsibilidade menos grave (fenótipo de resposta prevista) exibem maiores melhorias na gravidade da AOS (redução na frequência de eventos em 83%, em contraste com 48% nos não-respondedores previstos). O presente estudo sugere que a estrutura e gravidade da obstrução faríngea determinam o fenótipo depacientes com apneia do sono que se beneficiam ao máximo da eficácia do aparelho oral.


Objetivos

Uma grande limitação à administração de terapia com aparelho oral para apneia obstrutiva do sono (AOS) é que as respostas terapêuticas permanecem imprevisíveis. Aqui, testamos as hipóteses de que a terapia com aparelho oral 1) reduz a colapsibilidade faríngea preferencialmente em pacientes com língua localizada posteriormente e 2) é mais eficaz (redução no índice de apneia-hipopnéia, IAH) em pacientes com língua localizada posteriormente e menos colapsibilidade faríngea basal grave.

Métodos

Vinte e cinco pacientes com AOS foram submetidos à endoscopia das vias aéreas superiores durante o sono natural para avaliar a posição da língua (tipo I: valécula totalmente visível; tipo II: valécula obscurecida; tipo III: valécula e glote obscurecida), além de obstrução por outras estruturas faríngeas ( por exemplo, epiglote). Estudos adicionais do sono com e sem aparelho oral foram realizados para medir a colapsibilidade (pressão crítica de fechamento, Pcrit) e avaliar a eficácia do tratamento.

Resultados

No geral, a terapia com aparelho oral reduziu o Pcrit em 3,9 ± 2,4 cmH 2 O (média ± DP) e o IAH em 69 ± 19%. A terapia reduziu o Pcrit em 2,7 ± 0,9 cmH 2 O adicional em pacientes com língua localizada posteriormente (tipos II-III) em comparação com aqueles sem (tipo I), p <0,008. Língua localizada posteriormente (p = 0,03) e menor colapsibilidade (p = 0,04) na linha de base foram determinantes significativos da eficácia do tratamento (acima da média). Os respondentes previstos (tipo II-III e Pcrit <1 cmH 2 O) exibiram uma maior redução no IAH (83 ± 9 vs. 48 ± 8% da linha de base, p <0,001) e um IAH de tratamento mais baixo (9 ± 6 vs. 32 ± 15 eventos / hora, p <0,001) do que os não respondedores previstos.

Conclusões

O local e a gravidade do colapso da faringe se combinam para determinar a eficácia do aparelho oral. Especificamente, pacientes com língua localizada posteriormente e colapsibilidade menos grave são os candidatos mais fortes à terapia com aparelho oral.